Projetos de Extensão

Esta página contém os projetos de extensão desenvolvidos atualmente por professoras e professores do Núcleo. Para saber mais sobre projetos concluídos, acesse os respectivos currículos Lattes.

Prof. Dr. Maria Juracy Filgueiras Toneli

2014 – Atual

Ações no âmbito da saúde da população travesti, transexual e transgênero no município de Florianópolis

Descrição: 1) garantir acolhimento psicológico no âmbito da Saúde Mental da população de travestis, transexuais e transgêneros de Florianópolis; 2) Otimizar ações de prevenção DST/Aids/HV voltadas para essa população; 3) possibilitar encontros de compartilhamento e reflexão acerca da condição da população das pessoas Ts. Procedimentos: 1) dar continuidade aos atendimentos psicológicos realizados pelo Margens junto à ADEH, voltados para a população de travestis e transexuais da grande Florianópolis; 2) dar continuidade à abordagem de rua junto à população de travestis e transexuais da grande Florianópolis, com os objetivos de desenvolver ações de prevenção às DST/AIDS/Hepatites Virais, bem como divulgar os trabalhos realizados pela ONG, além de conhecer a realidade social dessas pessoas; 3) acompanhar as atividades dos projetos Segundas Trans-tornadas e Cine D , como forma de conhecer as temáticas/problemáticas que mais se relacionam com o cotidiano dessas pessoas.

2010 – Atual

Gênero, sexo e corpo: apoio psicológico a travestis em Florianópolis e formação de multiplicadores

Descrição: A partir da constatação da situação de sofrimento psíquico na qual um número considerável de travestis encontra-se engendrado em função dos preconceitos a que são submetidas, esse projeto objetiva oferecer apoio psicológico a travestis e seus familiares, bem como favorecer a transmissão de conhecimentos gerados na universidade para essa população e profissionais que com ela trabalham. Para tal fará uso de: 1) atendimentos individuais semanais; 2) oficinas temáticas quinzenais; 3) capacitações de multiplicadores.

 

Prof. Dr. Adriano Beiras

2016 – Atual

Projeto ÁGORA: Grupos Reflexivos para Homens Autores de Violência contra Mulheres

Descrição: Este projeto centra-se na recomendação à atenção a homens autores de violência contra mulheres proposta na Lei Maria da Penha. Busca promover aprimoramentos teóricos, metodológicos e práticos aos serviços direcionados a este público. Constata-se que muito ainda que avançar-se neste tema no âmbito nacional para dar mais efetividade a lei. Esta atividade de extensão universitária busca dar continuidade e fortalecer a linha de pesquisa e intervenção do grupo Margens – ?Homens, Subjetividades e Violências?, que engloba atuações psicoeducativas, sócio comunitárias e também de saúde (em uma perspectiva coletiva, social e crítica), em uma atuação voltada às políticas públicas e aos diálogos interdisciplinares. A ação proposta consiste em realizar possíveis capacitações, diálogos e parcerias com o Tribunal de Justiça de SC, de forma a auxiliá-los, como expertos, na realização de grupos de homens autores de violência contra mulheres, a partir de demanda judicial obrigatória do tribunal. Visa promover inicialmente grupos pilotos no SAPSI ( Serviço de Atendimento Psicológico), na UFSC, capacitando estudantes de graduação do departamento de Psicologia na facilitação grupal de grupos reflexivos de gênero, a partir das demandas do tribunal de Justiça.

2016 – Atual

Práticas de Terapia Familiar, de Casal e Individual na Abordagem Relacional Sistêmica, Terapias Narrativas e Construcionismo Social

Descrição: Atendimentos psicológicos quinzenais ás famílias; coterapia; equipe reflexiva; seminários teóricos; estudos de caso; plantão psicológico; entrevista de triagem; visitas às escolas e visitas domiciliares, atendimentos individuais na aborgagem sistêmica, terapia narrativa, práticas colaborativas e construcionismo social.

2016 – Atual

Assessoria/Consultoria na realização do Projeto Refletir (grupos pilotos com homens autores de violência contra mulheres) junto ao Programa Centrais de Penas e Medidas Alternativas do Estado de Santa Catarina, com execução inicial na CMPA-SJ

Descrição: Assessorar no desenvolvimento, em conjunto com equipe técnica da CPMA, em especial a de São José, de metodologias e bases teóricas que possam subsidiar a implantação de Grupos Reflexivos para Homens Autores de Violência contra Mulheres.

2014 – Atual

Fórum acadêmico de psicólogos dos Centros de Referência e Assistência Social (CRAS) de Florianópolis

Descrição: Objetivo: abrir um espaço de formação e interlocução com os profissionais de psicologia que atuam nos CRAS de Florianópolis e recebem alunos do curso de graduação como estagiários, em especial nos estágios profissionalizantes da ênfase de Processos Comunitários e Ações Coletivas. Metodologia: trata-se de interlocução entre psicólogos dos CRAS, os docentes e alunos do curso de Graduação em Psicologia da UFSC ligados à ênfase de Processos Comunitários e Ações Coletivas, com reuniões mensais de formação e intercâmbio coordenadas pelos docentes, com a participação dos psicólogos dos CRAS (em outubro e novembro de 2014) e dos estagiários (alunos de graduação em Psicologia).

 

Prof. Dr. Marivete Gesser

2015 – Atual

Curso de Especialização em Gênero e Diversidade na Escola

Descrição: O objetivo principal do Curso de Especialização em Gênero e Diversidade na Escola é oferecer a profissionais da rede pública de Educação Básica, agentes de políticas publicas para mulheres e grupos marginalizados, ativistas de movimentos sociais, conhecimentos acerca da promoção, do respeito e da valorização da diversidade étnico-racial, de orientação sexual, identidade de gênero e questões relativas à deficiência, colaborando para o enfrentamento da violência sexista, étnico-racial e homofóbica no âmbito das escolas. O curso Gênero e Diversidade na Escola (GDE) aborda a promoção da equidade de gênero e do reconhecimento da diversidade de orientação afetivo-sexual e/ou identidade de gênero. Destaca o respeito à diversidade étnico-racial, o enfrentamento ao preconceito, à discriminação e à violência relacionada ao racismo, ao sexismo e à homofobia. O curso fornece elementos para transformar as práticas de ensino, desconstruir preconceitos e romper o ciclo de sua reprodução pela/na escola. Por meio deste curso, os profissionais adquirem instrumentos para analisar e lidar com as atitudes e os comportamentos que envolvam as relações de gênero e étnico-raciais, além das questões sobre sexualidade no cotidiano da escola. Ao justificarmos o presente projeto julgamos importante considerar que: a) a Constituição Federal que institui a igualdade de todos e todas, assim como a LDB, o Plano acional da Educação e os Parâmetros Curriculares Nacionais orientam para uma educação inclusiva, não sexista e não racista; b) o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, o Programa Brasil sem Homofobia e a Lei 10.639/2003 estabelecem a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira; c) a formação dos/as profissionais da educação, historicamente, tanto a formação acadêmica como a formação de educadores/as em exercício ou continuada, não têm respeitado a diversidade e contemplado mais precisamente o debate dos temas de gênero, de raça e de orientação sexual; d) Há, no Brasil, um significativo número de violências geradas por questões relacionadas a diferentes preconceitos, como orientação sexual, cor, deficiência, entre outros; e) a necessidade de que se realizem projetos de intervenção social tendo como foco as discussões das desigualdades baseadas em gênero, diversidade, sexualidade, raça e etnia; f) a necessidade urgente de introduzir estas temáticas nas formações dos/as educadores e agentes de políticas públicas, motivo pelo qual esta instituição está disposta a contribuir oferecendo aos educadores/as e profissionais brasileiros/as instrumentos para refletir a respeito desses temas e proporcionando condições para efetivar uma educação inclusiva e não sexista; g) que a escola é o espaço sócio cultural em que as diferentes identidades se encontram e se modelam, caracterizando-se, portanto, como um dos lugares mais importantes para se educar com vias ao respeito à diferença; h) a importância de se formarem professores e professoras, orientadores/as pedagógicos/as, gestores e demais profissionais da educação básica quanto aos conteúdos específicos das relações de gênero, étnico-raciais e da diversidade de orientação-sexual, para que saibam trabalhar com seus alunos e alunas o tema da diversidade transversalmente e em suas variadas formas. Este cenário justifica a realização de um curso que ofereça a profissionais de vários campos de atuação a oportunidade de refletir sobre relações de gênero, étnico-raciais e da diversidade de orientação-sexual em nossa sociedade capacitando-os para o desenvolvimento de ações em seu cotidiano de vida tendo como foco estas questões, contribuindo para construção de uma sociedade mais justa e igualitária, com menor índice de violência.